4.6.09

Viradão Carioca

Pela primeira vez, o Rio de Janeiro será palco de um grande evento multicultural com 48 horas seguidas de intensa programação gratuita ou a preços populares. Criado e coordenado pela Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Cultura, o Viradão Carioca ocupará diversos pontos da cidade - entre praças, ruas, teatros, cinemas, bibliotecas, lonas e centros culturais - com shows, peças, concertos, exposições, leituras, performances, filmes, literatura e circo, entre os dias 5, 6 e 7 de junho. O Viradão tem apoio institucional da Globo Rio e a parceria do Sistema Globo de Rádio e da Infoglobo.

Boa parte dos cerca de 300 eventos programados acontecerá em locais abertos, como os quatro "palcões" na Praça Quinze, Santa Cruz e Madureira. Ou ainda nos palcos itinerantes - Viramóvel e Palco sobre rodas - que passarão por bairros como Campo Grande, Pavuna, Méier, Bangu e Leme. A programação ao ar livre se espalha ainda por ruas e praças, como a Rua do Mercado, Praça Tiradentes, Praça do Méier, Praça Afonso Pena, Praia de Copacabana, Lapa, Viaduto de Madureira, entre outros. "A rua é a grande vocação do carioca, que não gosta de praça vazia. O Viradão mostra uma meta da nossa gestão, que é fazer da cultura uma forma de reflexão e transformação da cidade. Nosso lema é a cultura como um direito à cidade e ocupar a rua e os espaços públicos é um passo em direção a isso", diz a secretária de Cultura, Jandira Feghali.


Cada um dos quatro palcos principais terá um perfil temático que norteará a programação dentro de um conceito específico. As Lonas Culturais da Prefeitura, espalhadas pela Zona Norte e a Zona Oeste, também serão temáticas. A idéia do nome 'Viradão' é não só a de 'virar' duas noites com programação ininterrupta mas 'virar' a cidade culturalmente, apresentando ao público da Zona Sul, eventos e artistas da Zona Norte; ou da Zona Oeste no Centro.

Assim, o palco da Praça Quinze - onde o 'Viradão Carioca' começa, no dia 5, sexta-feira, às 21h, com shows de Dudu Nobre, MartNália e "virada" com Marlboro e outros DJs - terá como tema 'O Rio de Janeiro, fevereiro e março', e receberá a música carioca por excelência, do samba ao funk, do pop à MPB.

No palco de Santa Cruz serão celebrados 'Maestros Soberanos' de ontem e hoje, como Tom Jobim, Nelson Cavaquinho e Heitor Villa-Lobos.

Na quadra da Portela, em Madureira, o palco 'No reino de Luiz Gonzaga' leva para a terra do samba os ritmos nordestinos, com apresentações de grandes nomes da MPB e grupos de forró.

PRAÇA TIRADENTES E SÃO CRISTÓVÃO NO ROTEIRO

O entorno da Praça Tiradentes se transformará no Pólo Contemporâneo Tiradentes, com shows, musicais, exposições e performances. A programação inclui o Teatro Municipal Carlos Gomes - que além de sua programação regular sediará um grande show de MPB e a abertura do Ciclo de Leituras Nelson Rodrigues - e o Teatro João Caetano, da rede estadual de teatros, que sedia o festival de música 'Rio Follie Journée'. No sábado, às 11h será montada na Praça Tiradentes uma exposição de grandes artistas plásticos contemporâneos, coordenada pela Gentil Carioca, galeria de Ernesto Neto, Marcio Botner e Laura Lima. Em seguida, uma 'batalha' de DJs nas 'juke box' da rua Luís de Camões, nas cercanias do Centro de Artes Hélio Oiticica, vai agitar a região.

Uma outra "batalha" - a dos repentistas contra os rappers - vai animar a noite do Centro de Tradições Nordestinas, o Pavilhão de São Cristóvão. A entrada da cultura "hip hop" no Pavilhão, habituado a receber eventos ligados à cultura nordestina, como a festa junina que sediará também no mês de junho, espelha a troca de conceitos proposta pelo Viradão para cada espaço.

Os equipamentos culturais da Prefeitura vão estar todos tomados pelo Viradão: no Planetário, na Gávea, leituras literárias e teatrais com grandes nomes da TV e do teatro vão se misturar a um show ao ar livre, tendo a cúpula da instituição como pano de fundo. No Castelinho do Flamengo, projeções na fachada vão celebrar as imagens que fizeram a história do Rio, pertencentes ao Arquivo da Cidade. No Parque das Ruínas, as VJ Nights vão transformar a área ao ar livre em pista de dança, com vista privilegiada da cidade. Na Tijuca, o Centro Coreográfico terá programação intensa, que vai se espalhar pelos palcos itinerantes da cidade com grupos como Cia Urbana de Dança ou a Arquitetura do Movimento. No Centro de Referência da Música, o roteiro inclui a exibição de "Contratempo", filme de Malu Mader, com a presença da atriz para um debate.

CINEMA NA PRAÇA, ORQUESTRA NA IGREJA

O projeto Cinema na Praça vai se espalhar por várias regiões da cidade. O roteiro de cinema inclui ainda as salas de exibição da Riofilme, caso do Cine Glória, no Memorial Getúlio Vargas, que vai virar a noite com sessões consecutivas de cinema, até o raiar do dia. Em uma parceria com o evento, o Grupo Estação também vai realizar uma Super Maratona no Odeon, convidando os cinéfilos a abrir mão da noite de sono.

A Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) vai dar dois concertos gratuitos na Igreja da Candelária, lembrando com "A criação" os 200 anos da morte de Haydn. Grandes nomes do teatro e da literatura serão celebrados nas bibliotecas municipais e nos centros culturais. O Ciclo de Leituras Nelson Rodrigues, criado em parceria com a Globo Rio, começa com um "corujão" - a sessão de 23h de sexta-feira no Carlos Gomes - e se distribui em outros teatros da Rede Municipal e nas Lonas Culturais, com grandes atores da Rede Globo revisitando os episódios de "A vida como ela é".


A RUA PARA TODOS

A festa continua na rua, o grande palco do Viradão Carioca. O bloco Cordão do Boitatá, famoso por seu desfile no domingo de carnaval, na Praça Quinze, ocupará a região em dose dupla: no sábado, coordena na Rua do Mercado um Arraial para Santo Antônio, primeiro santo junino, com a presença do Rio Maracatu e da cantora Clara Becker e barraquinhas de quitutes. No domingo, às 8h, faz a Alvorada com o Boitatá no Palcão Praça Quinze.

No Méier e na Praça Afonso Penna, na Tijuca, "estátuas vivas" vão mostrar para o público passante um pouco da obra de Rodin e Camille Claudel, numa homenagem ao Ano da França no Brasil. Os monumentos arquitetônicos franceses serão o tema do concurso de escultura de areia que vai se realizar na Praia de Copacabana.

No domingo, a orla se agita com dois desfiles: no primeiro, as bandas da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e dos fuzileiros navais se reúne para um grande concerto no Forte de Copacabana, depois de marcharem ao lado do público. Depois dos militares, é a vez dos grupos artísticos formados pelas Lonas Culturais da periferia mostrarem seus trabalhos para os banhistas. Oficinas com a bateria e a bateria mirim do Império Serrano vão ser oferecidas no Bairro Peixoto e no Parque da Catacumba. "A ocupação da rua vai dar o tom da nossa gestão. O Viradão é um cartão de visitas", explica Jandira Feghali.

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24.5.09

Politicando ou Twitando?

Se a moda pega, em breve nós vamos ver no twitter frases assim: 


"Estou indo pagar o suborno que prometi ao delegado fulano de tal".  

"Minha cueca tá incomodando, será que os dólares podem causar infecção genital? #prontofalei"

"#follow friday @politicoroubalhao @corrupcaoja @subornoehlegal"


Igreja, Gays e afins
O casamento gay
Supermercado Verde

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15.5.09

Música de Sexta

O Música de Sexta dessa sexta volta ao tema de boas bandas genuinamente brasileiras, cantando em estrangeiro e tocando no estrangeiro, também...


Dessa vez a recomendação vai com um carinho especial, pois a Phone Trio é composta por dois amigos meus. O som dos caras é inovador, interessante (pra quem gosta de Punk Rock, é claro) e os caras estão fazendo grande sucesso lá fora.

Para quem quiser conferir ao vivo, eles vão tocar aqui em Niterói, no Bar Convés, dia 23, a partir das 14h.

Enquanto isso, divirtam-se com o vídeo da primeira turnê deles na Argentina:


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12.5.09

Dizem que sou louco por pensar assim...

Eu sempre achei que a linha entre o surto e a sanidade é muito tênue. Nós, passageiros da corda bamba, tentamos ter domínio sobre a rota, mas os pés podem ser grandes demais para o equilíbrio necessário...

O Harmonia Enlouquece e o Sistema Nervoso Alterado são grupos formados por profissionais, técnicos e pacientes de Centros Psiquiátricos do Rio de Janeiro...

É música para quem é louco por música...





Sufoco Da Vida ( Letra )

Harmonia Enlouquece

( Composição Hamilton, Maurício E Alexandre M )

Estou vivendo no mundo do hospital
Tomando remédio de psiquiatria mental
Haldol, Diazepam, Rohypnol, Prometazina…
Meu médico não sabe como me tornar um cara normal
Me amarram, me aplicam, me sufocam num quarto trancado
Socorro! Sou um cara normal asfixiado.
Minha mãe, meu irmão, minha tia, minha tia
Me encheram de drogas de levomepromazinna.

Ai, ai, ai que sufoco da vida
Estou cansado de tanta levomepromazina

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9.5.09

Igreja, Gays e afins...

Olhando por fora, e durante um tempo por dentro também, parece uma igreja normal, dessas evangélicas, com espaço amplo, colunas por todos os lados. Pessoas com bíblias na mão, sentadas em suas cadeiras, conversando baixo e com algo no olhar... Aquele algo que sempre me intrigou, talvez pelo quê de descredulidade que tenho em mim, talvez pela fascinação que a fé me desperta.


À primeira vista, parecem pessoas normais assistindo a missa, mas um olhar mais apurado irá lhe mostrar que não é, absolutamente, um público a que se está acostumado a ver em uma igreja. O seminário já vai começar. O pastor, com um microfone portátil, sobe em um palco iluminado, com cenário de nuvens, muitos holofotes, algumas tvs por perto, para falar do seu livro "A Bíblia sem preconceitos"...

Estamos em uma noite qualquer no mês de abril, na Lapa. O bairro de noites agitadas, de bares barulhentos, de putas e travestis se oferecendo nas esquinas ainda está quieto... Alguns trabalhadores apressados em voltar pra casa, passam rápido em frente ao letreiro branco e azul da rua mais badalada do bairro. Ignoram que ali fica a Igreja Cristã Contemporânea, que não quer ser conhecida pelo rótulo de "Igreja Gay", mas sim pelo compromisso de levar "o amor de Deus à comunidade GLBT, já que são tão rejeitados pela igreja..."

Enquanto eu tentava me concentrar em ouvir o discurso do pastor, milhões de frases passavam na minha cabeça e algumas se repetiam... "Será que ele é gay?", "Ele realmente acredita no que está dizendo?", "O apoio é sincero ou simplesmente o cara achou um nicho de mercado a ser explorado?". Poucos ali, ou ninguém talvez, se faziam as mesmas perguntas... O clima era de aceitação enquanto o pastor falava da paixão entre Jônatas e Davi, Sodoma e Gomorra e de Eunucos na bíblia, citando muitas passagens que, em sua visão, mostram que Deus não condena a homossexualidade... 

“Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; muito querido me eras! Maravilhoso me era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres.” (2 Samuel 1, 26).

“E Jônatas fez jurar a Davi de novo, porquanto o amava; porque o amava com todo o amor da sua alma”.(1 Samuel 20, 17) 

“E, indo-se o moço, levantou-se Davi do lado do sul, e lançou-se sobre o seu rosto em terra, e inclinou-se três vezes; e beijaram-se um ao outro, e choraram juntos, mas Davi chorou muito mais. E disse Jônatas a Davi: Vai-te em paz; o que nós temos jurado ambos em nome do Senhor, dizendo: O Senhor seja entre mim e ti, e entre a minha descendência e a tua descendência, seja perpetuamente.” (1 Samuel 20, 41-42).

"Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta Palavra, mas só aqueles a quem foi concedido. Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do Reino dos Céus. Quem pode receber isto, receba-o.” (Mateus 19, 11-12)


Já no final do discurso, o pastor deixa claro que não está falando de libertinagem, de sexo homossexual para "mudar a rotina" e que quando considera um relacionamento entre gêneros iguais, está se referindo a um "relacionamento de unidade, de amor, de fidelidade entre duas pessoas que se amam e se completam..."

O discurso termina ovacionado, alguns choram, outros riem e se abraçam... As perguntas continuavam rondando a minha cabeça e com elas eu atravessei a rua até o bar da frente pra tomar umas cervejas, desopilar o fígado e esquecer de pensar por algumas horas...


Pra saber mais sobre a Igreja Cristã Contemporânea:

http://www.igrejacontemporanea.com.br

Pra desopilar o fígado:




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8.5.09

Música de Sexta

Dois bons e novos talentos brasileiros, cantando em inglês e fazendo turnês no exterior...


Aonde andam os novos talentos brasileiros falando brasileiro? Há algo de podre no reino da Dinamarca...






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18.4.09

Guanabara

Fred Martins, excelente músico niteroiense está lançando Guanabara, seu quarto trabalho, onde faz uma declaração de amor à bossa nova... Vale a pena ouvir e degustar o Fred. Imperdível!


AMO TANTO

amo tanto
já não sei o quanto
tanto que com o tempo
eu nem lembro mais
de todo o meu pranto
 
canto
mesmo que o vento
transforme em lamento
o que um dia enfim
o amor me fez cantar
 
achei que havia perdido
o que acabei de encontrar
achei que não saberia
amar alguém nunca mais
agora encontro você e
já não sei mais o que achar 
 

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16.4.09

Supermercado Verde

O Pão de Açúcar constrói o primeiro supermercado verde da América Latina, em Indaiatuba. Com investimentos de mais de R$ 7,5 milhões, o supermercado possui estação de reciclagem, embalagens retornáveis, ações educativas para crianças, produtos orgânicos e funcionários treinados em educação sócio-ambiental.



Placa de Boas Vindas do Supermercado.

Vagas especiais para carros à álcool ou gás.

Bicicletário.

Vagas de estacionamento feitas com concregrama.

Estação de reciclagem para ser usada pela comunidade.

Os resultados da ação fixados na entrada.

Caixa Verde: Ao sair do caixa, você pode deixar as embalagens que não quer levar.

Carrinho totalmente produzido com garrafas pet recicladas.

Sacolas retornáveis à venda em toda a loja.

Bandejas feitas com fécula de mandioca ao invés de isopor.

Bandejas artesanais feitas com jornal e suco verde à disposição dos clientes.

Frutas e Verduras orgânicas.

Lixeiras seletivas espalhadas pela loja.

Gôndolas feitas com madeira certificada pelo FSC Brasil.

Placas informativas.

Quadro com as ações sustentáveis da obra.

Leitoras de código de barras em todos os corredores.

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12.4.09

Celebração

Era uma vez, há muitos e muitos e muitos anos atrás, uma humanidade que celebrava a entrada da primavera e seu simbolismo de colheita e fartura, depois de invernos tenebrosos de escassez e jejuns. Na Grécia Antiga havia o culto a Dionísio; Os Romanos celebravam a Deusa Réia ou Cibele, Deusa da Terra, no iníco da primavera. Os egípcios celebravam o Deus Osíris, o Deus cujos pedaços (menos o pênis que foi devorado por peixes e substituído por caules) foram reunidos pela sua esposa-irmã Ísis e que teria ressuscitado pra se tornar Deus dos Mortos. Osíris teria governado o Egito e ensinado aos homens os princípios da agricultura. 


Os Judeus também tem sua festa de celebração da primavera, o Pessach, uma de suas mais antigas festividades, que significa a passagem do anjo da morte por cima da casa dos hebreus, poupando seus primogênitos quando da morte dos primogênitos egípcios. A Pessach celebra a libertação do povo de Israel da escravidão do Egito e dura 7 dias em Israel e 8 na diáspora.

A Pessach começou na época do patriarca Avrahan (Abraão) quando Deus lhe promete um herdeiro que terá mais sementes que estrelas e diz que depois de 400 anos de escravidão, seu povo finalmente se libertará. A história de Yossef, bisneto de Avrahan, que chega ao Egito e de escravo se torna rico é narrada na Torah. Depois da morte de Yossef o novo faraó escraviza seus descendentes por mais de 200 anos e ordena que todos os bebês homens hebreus sejam jogados no rio. Moshê (Moisés) escapa da sina porque sua mãe o colocou num cesto no Rio Nilo que foi encontrado pela filha do Faraó. Moshê, criado como príncipe, mata um soldado egípcio que estava maltratando um escravo hebreu e foge para o deserto, onde depois de longo período de meditação, recebe de Deus a missão de tirar os judeus do Egito e levá-los à Terra Prometida. 

Moshê levou a profecia ao faraó, mas como ele não acreditou, Deus enviou ao Egito dez pragas. Ao fim de cada praga, Moshê procurava o faraó para que este libertasse os judeus, sem sucesso. Deus então ordena que um anjo mate todos os primogênitos no Egito. Moshê orienta os hebreus a matarem um cordeiro e colocarem o sangue na porta para que o anjo não entrasse e poupasse seus filhos. 

Quando vê seu filho morrer, o faraó aceita que os judeus saiam do Egito, mas depois manda o exército persegui-los. No sétimo dia de fuga, em frente ao Mar Vermelho, Moshê ordena que o mar se abra dando passagem aos judeus se fechando sobre o exército do faraó, permitindo que eles prossigam até Canaã, a Terra Prometida. O Pessach então foi instituído a todas as futuras gerações como recordação da libertação de seu povo e do castigo de Deus para o faraó, com a peregrinaçao até Jerusalém e o sacrifício de animais tal como fizeram os antigos para pouparem seus primogênitos.

A Páscoa, tal como conhecemos hoje, é a maior festa da igreja católica e uma celebração cristã da ressurreição de Jesus Cristo. Jesus celebrava o Pessach e sabia que o sacrifício do cordeiro para a libertação dos judeus dessa vez seria o dele, Cordeiro de Deus. O Trino Pascal começa na quinta-feira, quando Jesus fez a Santa Ceia, onde distribuiu o pão ázimo, Matzah, que é feito sem levedo para lembrar a humildade do povo judeu fugindo que não tinha como esperar o pão fermentar. Na sexta é relembrada a Paixão de Jesus Cristo, sua crucificação. No sábado a vigília, a espera pela notícia de sua volta e no Domingo, a Páscoa em si, onde se comemora a sua ressureição. 

Outras religiões, embora crêem em Deus ou em Jesus Cristo, não comemoram a Páscoa ou o fazem de maneira diferente. Os espíritas não acreditam em ressurreição e para eles a aparição de Jesus no terceiro dia foi uma aparição do corpo espiritual. Os protestantes comemoram somente no Domingo, a ressurreição, que significa renovação da ligação com Deus. Os muçulmanos não comemoram a Páscoa, mesmo reconhecendo Jesus Cristo como mensageiro importante da palavra de Deus, citado várias vezes no Alcorão.  

Boa parte do que eu contei aí em cima é História, com H maiúsculo, história de todos nós, de nossas origens. E boa parte do que contei aí em cima também é mito. Eu só estou aqui escrevendo essas palavras porque não me importa em que eu acredito ou deixo de acreditar, assim como não me importa o que você crê. O importante realmente é relembrar o passado desses povos antigos e tirar esse Domingo, não importa por qual motivo, pra pedir um pouco de paz. 

Paz para o mundo, o nosso mundo. Afinal, essa história aconteceu há muitos e muitos e muitos anos atrás, mas a escravidão, a guerra e o desejo de libertação ainda fazem parte de uma história do presente...

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11.4.09

Amor por Nada



"Passei no calçadão às seis da tarde
Saí pra ver o show na Fundição
Não sei se isso é namoro ou amizade
São coisas que acontecem e nem se espera

Passando no sinal de bicicleta
São tantos horizontes pra se olhar
Perfume de morena e maresia
Boiando em viração de primavera

Mas quando eu já pensava em ir pra casa
Quem sabe escrever outra canção
Veio essa mulher
Na madrugada

Agora toda cor eu lembro dela
Não quero mais saber do fim da estrada
Pois ela me faz sentir amor
Por nada"


A música é do Leoni e a letra é do Luiz, meu primo, que está concorrendo no Paredão #4 do Concurso de Composição de Letra do Leoni. Para votar é só acessar o site, se cadastrar e mandar bala. Aqui.

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